Angola é um país tropical com duas estações: a chuvosa, que se estende de Maio a Agosto, e a seca que se prolonga de Agosto a Maio.
terça-feira, 15 de julho de 2025
A PODA EM REGIÕES TROPICAIS
terça-feira, 17 de junho de 2025
A GAJAJEIRA
A estória do "xixi que me atrasou seis anos" está ligada à da minha ligação afectiva à gajaja.
Quem passa pela Pousada do Nagana Mbubdu (Walter Kruk), também conhecida como Pousada da Mukonga, na EN 120, comuna da Munenga, Lubolu, ainda encontra a gajajeira que oferecia sombra aos vários passageiros das carreiras da Viriatos, EVA, ETP e ETIM, nos anos setenta e oitenta do século passado.
Naquela que seria e minha primeira viagem a Luanda (1978), anulada por causa de um maldito xixi nos calções, tínhamos chegado (minha mãe e eu) até ao Ngana Mbundu para apanhar um machimbombo até Luanda, tive o contacto mais directo com a árvore e suas frutas.
Já tinha, antes, provado o sabor doce e ácido da gajaja, mas nunca tinha desfrutado de forma intensa do seu cheiro característico e de sua sombra. Tenho hoje a gajajaeira como uma de minhas árvores de eleição e que tenho tentado (ainda sem logro) ter em casa.
A gajajeira é uma planta tropical, também conhecida como cajazeira e tem o nome científico de Spondias mombin. Originária da América tropical, é comumente encontrada em áreas tropicais da América Central e do Sul, incluindo a África Tropical. A gajajeira prospera em climas quentes e húmidos, preferindo temperaturas entre 25°C e 35°C e requer uma estação seca bem definida (como o nosso cassimbo) para a frutificação. A gajajeira é adaptável a uma variedade de solos, desde que sejam bem drenados.
A gajajeira pode adaptar-se bem ao clima de Luanda, desde que receba os cuidados adequados e esteja protegida contra geadas e ventos fortes que podem prejudicar o seu crescimento. Por isso mesmo, plantámos (estaquia) três emplares, no Zango e Vila de Viana, que esperamos venham a germinar.
A fruta, gajaja, tem diversas utilidades, sendo consumidos frescos, usados na produção de sucos, geleias e sorvetes, e também são frequentemente utilizados na produção de doces e licores. Além disso, as suas folhas são utilizadas na medicina popular para o tratamento de diversas condições, como diarreia e inflamações.9
Os benefícios para o homem incluem o fornecimento de uma fonte de alimento nutritivo, rico em vitaminas A e C, além de minerais como cálcio, fósforo e ferro. A gajaja também é importante para a economia local, proporcionando renda para agricultores e contribuindo para a diversificação da produção agrícola. Além disso, o cultivo da gajajeira pode ajudar na preservação ambiental, já que a árvore pode ser utilizada para restauração de áreas degradadas e contribuir para a manutenção da biodiversidade.
sábado, 31 de maio de 2025
O MANJERICÃO
O nome sempre me soou bem. As mulheres que gostam de cozinhar e os chefes nos hoteis têm-no sempre à mão. Porém, custou tê-lo em casa, até que, passando por uma local turístico na Konda, Kwanza-Sul, pode obter um pequeno ramo que cuidei durante três dias de viagem para que chegasse vivo. Sob cuidados especiais, a erva adaptou-se ao clima e solo do Zango IV, estando a expandir-se com ramos já "emprestados" entre Viana e Prenda.
O manjericão é uma erva aromática bastante versátil e adaptável. Prefere temperaturas quentes e solos bem drenados. Dado que Luanda possui um clima tropical húmido, o manjericão pode prosperar bem, desde que receba bastante luz solar e seja regado regularmente, evitando encharcamento do solo.
O manjericão é amplamente utilizado na culinária para adicionar sabor e aroma aos pratos, especialmente em molhos, saladas, massas e pratos à base de tomate. Além disso, o manjericão também tem propriedades medicinais, sendo utilizado na medicina tradicional para tratar problemas digestivos, inflamações e até mesmo como repelente de insetos.
Entre os benefícios do manjericão, destacam-se suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antibacterianas, que podem ajudar a promover a saúde geral do corpo e fortalecer o sistema imunológico. Além disso, seu aroma pode ajudar a reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e relaxamento.
Quer tentar? Basta um vaso com terra humificada, bem drenado e exposto à luz.
sexta-feira, 16 de maio de 2025
A MUNGUBA OU CASTANHEIRA
Às vezes a encontramos em casas e fazendas (mais) como árvore decorativa, usada para matar a saudade ou marcar o engodo por plantas raras. De minhas largas caminhadas por cidades, vilas e fazendas não a encontrei (ainda) plantada em grande escala e com aproveitamento económico, embora seja uma planta facilmente adaptável aos climas angolanos e que, se plantada em quantidade, pode proporcionar boas colheitas com destino o mercado. Acompanhe a descrição:
Também conhecida como castanha-do-marajó, a munguba (pachira aquatica, de nome científico) é uma árvore nativa da Amazônia, pertencente à família das Bombacáceas. A semente da munguba é comestível e possui um sabor semelhante ao da castanha, daí o seu nome alternativo "castanha-do-pará". Ela é utilizada na culinária regional e também na produção de óleos e cosméticos. Além disso, a madeira da árvore é utilizada na fabricação de móveis e embarcações.
A munguba oferece diversos benefícios para os seres humanos, tais como:
1. As sementes da munguba são ricas em proteínas, fibras e gorduras saudáveis, fornecendo nutrientes essenciais para o corpo humano.
2. Devido ao seu teor de gorduras saudáveis, as sementes de munguba podem fornecer energia sustentada ao longo do dia.
3. As gorduras presentes nas sementes da munguba, como os ácidos graxos insaturados, podem ajudar a promover a saúde cardiovascular, reduzindo o risco de doenças cardíacas.
4. A munguba contém compostos antioxidantes que ajudam a combater os danos causados pelos radicais livres no corpo, contribuindo para a saúde celular e o envelhecimento saudável.
5. O óleo extraído das sementes da munguba é rico em ácidos graxos essenciais e vitaminas que ajudam a manter a saúde da pele e do cabelo, podendo ser usado em produtos cosméticos.
6. As sementes da munguba são uma boa fonte de fibras, que são importantes para a saúde digestiva, ajudando na regulação do trânsito intestinal e na prevenção de problemas como a constipação.
7. Em algumas culturas, a munguba é usada na medicina tradicional para tratar uma variedade de condições, como problemas digestivos, inflamações e infecções.
Embora a munguba ofereça diversos benefícios à saúde, deve ser consumida com moderação e como parte de uma dieta equilibrada.
A planta prospera em climas tropicais húmidos, preferencialmente onde haja temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas ao longo do ano, como as florestas tropicais. Os solos, embora húmidos devem estar drenados.
A árvore de munguba começa a produzir sementes comestíveis entre 4 a 8 anos de idade, dependendo do tipo de clima, solo e tratamento. Possuindo Luanda um clima tropical húmido, com temperaturas elevadas ao longo do ano e uma estação chuvosa bem definida, a planta desenvolve-se com facilidade e pode entrar em produção precocemente.
Possuo uma castanheira (mungubeira) no Zango IV que entrou em produção em menos de 3 anos de plantio. Se quiser seguir-me o exemplo, atenda ao seguinte:
Certifique-se de que o solo esteja bem drenado e rico em matéria orgânica. A munguba prefere solos férteis e profundos.
A mungubeira tolera períodos curtos de seca. Porém, é importante irrigá-la adequadamente durante os períodos de estiagem prolongada, sobretudo nos primeiros anos de crescimento.
A planta jovem é sensível a ventos fortes. Plante as mudas em áreas protegidas ou use quebra-ventos para reduzir os danos causados pelo vento.
Faça o controle de pragas para detectar sinais de infestação e, se tal acontecer, use inseticidas ou fungicidas.
Fertilize a planta regularmente com adubos orgânicos ou químicos balanceados para promover um crescimento saudável e uma boa produção de frutos.
Realize podas regulares para remover galhos secos ou danificados, promovendo o crescimento vigoroso da planta.
sábado, 3 de maio de 2025
MANGUSTÃO
É uma fruta tropical conhecida e admirada pelo seu sabor doce e levemente ácido. É originária do Sudeste Asiático e popular em muitas regiões tropicais do mundo, embora não muto conhecida em Angola.
sexta-feira, 25 de abril de 2025
UMA ACEROLA EM VIANA
Em 2020, ganhámos duas aceroleiras que haviam sido plantadas no parque da Kam&mesa, no Zango IV. Quando decidi criar galinhas-do-mato (Numida meleagris) como animais de estimação, elas provaram a seiva das árvores, ainda jovens, e debicaram toda a casca, o que acabou por provocar a seca das plantas. É que a “vida da planta” circula pela casca (floema) e não pelo interior do tronco.
A aceroleira (Malpighia emarginata) é uma planta típica das Américas tropicais, com origem provável na região da Mata Atlântica brasileira. A fruta, conhecida como acerola, é pequena, arredondada, de cor vermelha intensa quando madura, e possui uma polpa suculenta, de sabor ácido e refrescante.
A acerola é excelente para o sistema imunológico! Ela é uma das frutas com maior concentração de vitamina C — podendo conter até 100 vezes mais do que a laranja. Essa vitamina é essencial para:
- Fortalecer as defesas naturais do corpo, aumentando a produção e eficácia dos glóbulos brancos, que combatem infecções.
- Prevenir e combater doenças comuns, como gripes, resfriados, sinusites e outras infecções.
- Atuar como antioxidante, protegendo as células contra os danos causados pelos radicais livres.
Além disso, a acerola também ajuda na absorção de ferro, o que é importante para prevenir a anemia e manter o corpo energizado.
Publicado a 12 de Julho de 2024 pelo JE&F
sexta-feira, 4 de abril de 2025
BAMBU
Em 2007 "comprei" uma parcela de terra no bairro Vila Nova, em Viana (Luanda) que apresentava propensão para enravinamento , pois está situando à beira da vala que conduz as águas pluviais e urbanas (de Viana) à Lagoa de Terembembe.






