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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O CICLO VITAL


 Uns morrem e outros nascem.
Tive sete nespereiras pequenas. Viveram bem nos vasos e na sombra até que decidi colocá-las, uma após outra, em terra firme. O resultado foi nefasto. Foram secando uma atrás da outra. Hoje não me resta sequer uma. A que se vê na imagem era a mais crescida e última a ser movida com o vaso inteiro para a terra firme. Não se terão adaptado ao solo luandense.
Comemoro, porém, o surgimento entre a relva da primeira cajá-mangueira que brotou das frutAS DO MEU QUINTAL. Essa é 100% caluanda, pois a semente de que resultou a árvore mãe saiu da Lunda Sul.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

PERSISTINDO EM CUIDAR E EMBELEZAR O MEIO

Com o advento da chuva decidimos implantar dois canteiros junto à rua. Na verdade, já estavam construídos, ou seja, delimitados com construção em alvenaria. Faltavam as plantas (que nos levariam às flores sempre agradáveis de ver em um canteiro de jardim).
Fi-lo. Mas os amigos do alheio dias sim, semanas sempre, vão destruindo as plantas, quando não as conseguem subtrair do subsolo másculo. Mas somos persistentes. Eles roubam ou destroem e eu substituo. Um dia desses ganho a batalha. Quem for surpreendido a vilipendiar os meus canteiros pagará até pelo "peixe comido pelo gato".
E não me limito a substituir o que se vai. repliquei o bambú. Uma estaca foi plantada directamente ao solo e já apresenta rebentos novos. Duas outras estacas foram colocadas em vasos e também apresentam filhotes, sendo que um, o maior, deixou o vaso e foi lançado à terra, na parte traseira do quintal, onde uma vala de drenagem a céu aberto pode perigar (no futuro) a minha moradia se não se impedir possíveis aluimentos de terra e ravinas.
Estamos atentos. Cuidamos e embelezamos o meio.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

YALA KUHU EM LUANDA

Perdeu-se o nome da árvore na nomenclatura bakongo mas o facto de a sua sombra ter acolhido várias reuniões, audiências e julgamentos, antecedidos de "boas vindas" ou apresentações introdutórias também designadas por "yala kuhu", a árvore ganhou esse nome.
Dizem os guias museológicos e outros contadores de estórias, ouvidos em Mbanza Kongo, que embora a árvore dê frutos com sementes que germinam, ela não cresce em outro lugar, inexistindo uma réplica adulta da mesma.
Apenas no quintal da residência real do Ntotila, erguida em 1003, se podem ver alguns espécimes com menos de um metro de altura, mas aparentando estarem ameaçadas de morte por insectos que as atacam pelas folhas mais frescas.
Nessa nossa "teimosia", trouxemos a Luanda algumas sementes secas e outras ainda frescas que vamos, no devido tempo, lançar à terra e buscar que germinem e passem à vida adulta.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A PITANGUEIRA DO MEU QUINTAL

Não se trata de ndungu ya kahombo. São pitangas.
A imagem retrata a primeira colheira da minha pitangueira do quintal.
A semente foi trazida de Catoca, Lunda Sul e já vai dando o ar de sua graça.
No dia 11.11.2015 vi, eu na altitude que permite o autocarro, uma pitangueira grande nas imediações da Praça da República.
Nunca me tinha passado pela cabeça que uma pitangueira podia crescer tanto e ter um caule robusto. O que vi foi um grande arbusto que se confundia com uma árvore.
Oxalá a minha também cresça tanto e dê muitas pitangas.
E constou-me que a pitangueira dá fruta durante todo o ano...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A BANANEIRA QUE DÁ PÃO

Sem o cacho com as frutas que  mudam de nome é uma bananeira normal. Caule, folhagens, comportamento perante o vento, verdura, tudo. Uma bananeira como as demais.
Só a fruta é diferente. Mais delgada, mas longa, mais grossa, não se podendo comer sem passar pelo lume, à semelhança da farinha de trigo salgada e fermentada que não deve visitar o estômago sem passar pelo forno.
Aproveitando o feriado, 17 de Setembro, dia do Herói Nacional (Angola) desloquei-me à Comuna do Bom Jesus, município de Icolo e Bengo (Catete), visitar uma casa de parentes que está enlutada. Na ressaca, foram-me oferecidos dois cachos de banana de mesa e uma bananeira cuja fruta, uma vez na mesa, ganha sobrenome de outro alimento.
Serão necessários dois a três anos de paciência para que tenhamos banana pão do quintal.
 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A FRUTA DO MOMENTO

A árvore ainda se apresenta como exemplar raro, senão mesmo único em Luanda, porém as suas deliciosas frutas fazem furor. Todos os dias são levadas frutas ao Ministério de Geologia e Minas pelo autor desta prosa que as oferece aos colegas. A dona de casa tb tem feito o mesmo em relação a seus colegas de uma outra instituição pública ao passo que os meninos, sempre que possível, levam umas cajá-mangas para se exibirem no transporte escolar ou mesmo no colégio. as empregadas, essas dizem nunca terem saboreado algo parecido: sabor de gajaja e textura de manga.
Alguns dos consumidores vão já solicitando a receita de como da semente obter uma planta:
- Comida a polpa, deve pôr a semente a secar, no mínimo uma semana. Depois leve a planta ao solo húmido mas não inundado e não muito fundo para que o contraste a humidade  calor faça a semente germinar. Depois será só cuidado. Não inundar nem deixar de faltar água. as frutas acontecem depois de três a quatro anos, sendo que a polinização é intra. 

sábado, 1 de agosto de 2015

CAJÁ-MANGA

Exemplar de origem brasileira, rara em Angola, encontrei-a em Catoca, Lunda Sul, onde, trazida por um cidadão brasileiro que ali prestou serviço, se pode divisar um exemplar adulto e com frutos, quase sempre.
Desses frutos, que normalmente não são muito disputados pelos nativos  por desconhecerem o gosto e as propriedades vitamínicas da Cajá-manga, recolhi algumas sementes que resultaram na planta que tenho em minha casa, em Luanda.
Na primeira safra, no ano derradeiro, tive apenas quatro frutas, sendo que duas apodreceram na árvore, depois de picadas pelos passarinhos que me visitam todos os dias, uma caiu madura e outra caiu verde.
A árvore, a disputar altura com a jaqueira, está carregada de novas frutas que dão vida ao quintal.