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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A tamarineira que se tornou domestica


Tão querida como se tivesse sido plantada por mim
Ela nasceu do acaso. Ou melhor, um produtor de gelados de tamarino deitou as sementes na antiga lixeira, junto à vala de de drenagem de águas pluviais. O sol e a chuva fizeram com que a semente desabrochasse num monte de lixo e capim, atrás do meu quintal. Estava ela coberta de filhotes e muitos espinhos.

Olhando para o terreno traseiro ao meu quintal, verifiquei que havia algo de útil. Comecei pela limpeza do espaço e poda daquelas árvores que nasceram ocasionalmente. Todos admiraram a sua beleza. Transplantei ainda dois eucaliptos que ladeavam o muro e reparei que o espaço deixado para a manutenção da vala era tão largo que dá agora para fazer daquele sitio um lugar com bastante sombra e optimo para repouso.

Bem vindas a tamarineira e as duas acácias surgidas em condições análogas.

E, para colorir ainda mais o verde, um novo maracujueiro e uma nova mandioqueira foram lançados à tarra, no meu quintal.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NOVAS FRUTÍCOLAS À TERRA (NA QB)

A chuva, odeiada em Luanda devido às péssimas condições de circulação que cria, é para os agricultores uma "dádiva divina". A combinação entre chuva e sol faz germinar as sementes, brotar as estacas e traz de volta o verde aos campos.

Aproveitando este período "vital", mais árvores frutícolas serão lançadas à terra na QB. A "obreira" Maria Canhanga leva, ainda esta semana, mangueiras, laranjeiras, abacateiros entre outras plantas que estiveram a ganhar "forma" no improvisado viveiro da minha casa, em Luanda.

E, a contar com as últimas notícias recebidas da "Velha", sendo as quais "as primeiras plantas já estão a florir e a exibir as primeiras frutas", é motivo mais do que suficiente para continuarmos com a empreitada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FINALMENTE AS BOAS NOVAS DA QB

As Boas Novas trazidas pela matriarca Maria Canhanga, gestora da QB, apontam que:
- As primeiras mangueiras já têm mangas e os cajueiros também.
- Há mais 4 cachos de banana pão, para além dos que trouxe.
- Os maracujás "é capim".
- A mandioqueira só precisa de "sacha".
- As laranjeiras, limoeiros e tanjerineiras estão a crescer muito "de vagar" mas é asim mesmo.
- Construí uma casa de adobes na lavra, usando as chapas da parte desabada da casa de armazenamento, junto a estrada.

São notícias animadoras e vou continuar a investir na "sombra" que espero me venha a acolher na velhice.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

RELVA, CAJAMANGA E ROSEIRA PARA COLORIR O QUINTAL

Cajamanga é uma fruta com características duplas: sabe a gajaja e com feições de manga. A fruta é mais carnuda do que a gajaja e com maior tamanho parecendo uma pequena manga, só que tem uns fios que a fazem ímpar. É daquelas árvores silvestres que acabaram por transitar para as decorativas e de pomar. Depois de ter visto a planta na Lunda Sul e de ter desfrutado dos seus gostosos rebentos, fiz de tudo para fazer germinar algumas sementes. Consegui, finalmente, duas plantinhas, sendo que uma delas já foi lançada à terra (no meu quintal) e outra ainda no vaso a ganhar consistência.

E, como o nivelamento do quintal levou à sobreposição da terra sobre a relva pre-existente estamos a plantar outra que em pouco tempo, creio, vai esverdear a parte frontal do quintal que deixa assim de apresentar aquele vermelho poeirento.

E ia me esquecendo da roseira que deixou o vaso e está agora a alimentar-se directamente. É como um bebé que deixa de mamar. E lá está ela a desafiar a Cesa (minha filha é catadora de flores) que não deixa sequer uma flor ligada à árvore, seja qual for.

Oh, que pena que já faz tempo que não vou a QB. Desconheço o estado da terra que espero venha acolher-me na velhice.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

UM NOVO LUGAR PARA A BANANEIRA

Trazida da QB há cerca de um ano, a bananeira (pão) estava plantada nas traseiras do quintal, um lugar tido como privilegiado, devido ao curso de águas pluviais. Porém, o tempo mostrou o contrário, pois a altitude faz do sitio inóspito para a planta que para além de sofrer ataques da miudagem do bairro, também sofria da secura no tempo de estiagem.

Decidi dar à planta, que já devia me ter presenteado com um cacho, um novo sitio. Ficou com o espaço que acolhia o kaxinde (chá) e este foi, provisóriamente, ao espaço reservado para instalação do gerador eléctrica que ainda aguarda pela verba para a sua aquisição.

Quem também pode conhecer um novo espaço é a gajajeira, uma raridade trazida da Lunda Sul, e que ainda se desenvolve no vaso. O chegar da chuva vai permitir a sua plantação junto à entrada principal do quintal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A RELVA, AS BANANEIRAS E O MARACUJAEIRO LÁ DE CASA

Desta vez fiquei dez dias em Luanda. A falta de carro próprio e a ocupação laboral impediram-me de ir à QB que fica assim quase um ano sem "ver" o dono.

Tudo o que tenho a relatar nesta página de "malambas" agrícolas é sobre o verde que tenho/faço em casa: as roseiras que ganham forma (para não ter de oferecer rosas à mulher!), o pé de maracuja que vai florindo mas ainda sem um fruto que se veja, a bananeira rocha que ganha altura e a bananeira-pão que sofre os horrores dos "twana" ambientalmente mal educados da vizinhança, etc..

Há ainda a reportar a mangueira que secou e no local plantada uma nova, a mandioqueira que ganha mais ramos, o kaxinde que está desnudado de folhas (há fúria dos putos lá de casa em relação ao chá de kaxinde!), a goiabeira que reclama "nvula" (água de São Pedro), a relva que ganhou a cor amarela (nalguns sitios), a videira que cresce preguiçosa, o abacateiro que quer chegar ao céu, o cajueiro que foi fustigado pelo Arlindo mas que já se reergue, a laranjeira, a tanjarineira e o limoeiro que já exalam o seu perfume pelo quintal, etc. Uff!..

É afinal de contas, muita planta lá em casa que não sei como será quando estiverem todas crescidas. E, já me ia esquecendo da borracheira e das duas jaqueiras que crescem de hora em hora, dos eucaliptos, da acácia e da figueira que quase secou de tanta sede.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DEPOIS DA ALEGRIA...

As notícias que vêm da QB não são das piores, mas também não são de comemorar.

As bananeiras são um facto. Estão a produzir e reproduzir-se. O pomar também vai crescendo e as árvores ganham forma. A mandioqueira vai dando o que pode para manter o espaço ocupado enquanto aguarda pelas frutíferas. Mas o Kitungo, a choupana, o casembre, ai... este caiu. Ruiu de tanta chuva, sol e vento.

A velha Maria Canhanga, que cuida da QB, informou que mandou "fabricar adobes (blocos de terra simples) e transportar pedras para o alicerce da nova construção que substitui a de pau-a-pique".

Quanto aos trabalhadores, "vêm e vão". Mas desta vez arranjou um conhecido que se vai mudar para lá (fica a 2Km da estrada Dondo-Kibala, junto à aldeia de Pedra Escrita) e cuidar daquilo "como se dele se tartasse", rematou.

Espero que assim seja!