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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NOVAS FRUTÍCOLAS À TERRA (NA QB)

A chuva, odeiada em Luanda devido às péssimas condições de circulação que cria, é para os agricultores uma "dádiva divina". A combinação entre chuva e sol faz germinar as sementes, brotar as estacas e traz de volta o verde aos campos.

Aproveitando este período "vital", mais árvores frutícolas serão lançadas à terra na QB. A "obreira" Maria Canhanga leva, ainda esta semana, mangueiras, laranjeiras, abacateiros entre outras plantas que estiveram a ganhar "forma" no improvisado viveiro da minha casa, em Luanda.

E, a contar com as últimas notícias recebidas da "Velha", sendo as quais "as primeiras plantas já estão a florir e a exibir as primeiras frutas", é motivo mais do que suficiente para continuarmos com a empreitada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FINALMENTE AS BOAS NOVAS DA QB

As Boas Novas trazidas pela matriarca Maria Canhanga, gestora da QB, apontam que:
- As primeiras mangueiras já têm mangas e os cajueiros também.
- Há mais 4 cachos de banana pão, para além dos que trouxe.
- Os maracujás "é capim".
- A mandioqueira só precisa de "sacha".
- As laranjeiras, limoeiros e tanjerineiras estão a crescer muito "de vagar" mas é asim mesmo.
- Construí uma casa de adobes na lavra, usando as chapas da parte desabada da casa de armazenamento, junto a estrada.

São notícias animadoras e vou continuar a investir na "sombra" que espero me venha a acolher na velhice.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

RELVA, CAJAMANGA E ROSEIRA PARA COLORIR O QUINTAL

Cajamanga é uma fruta com características duplas: sabe a gajaja e com feições de manga. A fruta é mais carnuda do que a gajaja e com maior tamanho parecendo uma pequena manga, só que tem uns fios que a fazem ímpar. É daquelas árvores silvestres que acabaram por transitar para as decorativas e de pomar. Depois de ter visto a planta na Lunda Sul e de ter desfrutado dos seus gostosos rebentos, fiz de tudo para fazer germinar algumas sementes. Consegui, finalmente, duas plantinhas, sendo que uma delas já foi lançada à terra (no meu quintal) e outra ainda no vaso a ganhar consistência.

E, como o nivelamento do quintal levou à sobreposição da terra sobre a relva pre-existente estamos a plantar outra que em pouco tempo, creio, vai esverdear a parte frontal do quintal que deixa assim de apresentar aquele vermelho poeirento.

E ia me esquecendo da roseira que deixou o vaso e está agora a alimentar-se directamente. É como um bebé que deixa de mamar. E lá está ela a desafiar a Cesa (minha filha é catadora de flores) que não deixa sequer uma flor ligada à árvore, seja qual for.

Oh, que pena que já faz tempo que não vou a QB. Desconheço o estado da terra que espero venha acolher-me na velhice.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

UM NOVO LUGAR PARA A BANANEIRA

Trazida da QB há cerca de um ano, a bananeira (pão) estava plantada nas traseiras do quintal, um lugar tido como privilegiado, devido ao curso de águas pluviais. Porém, o tempo mostrou o contrário, pois a altitude faz do sitio inóspito para a planta que para além de sofrer ataques da miudagem do bairro, também sofria da secura no tempo de estiagem.

Decidi dar à planta, que já devia me ter presenteado com um cacho, um novo sitio. Ficou com o espaço que acolhia o kaxinde (chá) e este foi, provisóriamente, ao espaço reservado para instalação do gerador eléctrica que ainda aguarda pela verba para a sua aquisição.

Quem também pode conhecer um novo espaço é a gajajeira, uma raridade trazida da Lunda Sul, e que ainda se desenvolve no vaso. O chegar da chuva vai permitir a sua plantação junto à entrada principal do quintal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A RELVA, AS BANANEIRAS E O MARACUJAEIRO LÁ DE CASA

Desta vez fiquei dez dias em Luanda. A falta de carro próprio e a ocupação laboral impediram-me de ir à QB que fica assim quase um ano sem "ver" o dono.

Tudo o que tenho a relatar nesta página de "malambas" agrícolas é sobre o verde que tenho/faço em casa: as roseiras que ganham forma (para não ter de oferecer rosas à mulher!), o pé de maracuja que vai florindo mas ainda sem um fruto que se veja, a bananeira rocha que ganha altura e a bananeira-pão que sofre os horrores dos "twana" ambientalmente mal educados da vizinhança, etc..

Há ainda a reportar a mangueira que secou e no local plantada uma nova, a mandioqueira que ganha mais ramos, o kaxinde que está desnudado de folhas (há fúria dos putos lá de casa em relação ao chá de kaxinde!), a goiabeira que reclama "nvula" (água de São Pedro), a relva que ganhou a cor amarela (nalguns sitios), a videira que cresce preguiçosa, o abacateiro que quer chegar ao céu, o cajueiro que foi fustigado pelo Arlindo mas que já se reergue, a laranjeira, a tanjarineira e o limoeiro que já exalam o seu perfume pelo quintal, etc. Uff!..

É afinal de contas, muita planta lá em casa que não sei como será quando estiverem todas crescidas. E, já me ia esquecendo da borracheira e das duas jaqueiras que crescem de hora em hora, dos eucaliptos, da acácia e da figueira que quase secou de tanta sede.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DEPOIS DA ALEGRIA...

As notícias que vêm da QB não são das piores, mas também não são de comemorar.

As bananeiras são um facto. Estão a produzir e reproduzir-se. O pomar também vai crescendo e as árvores ganham forma. A mandioqueira vai dando o que pode para manter o espaço ocupado enquanto aguarda pelas frutíferas. Mas o Kitungo, a choupana, o casembre, ai... este caiu. Ruiu de tanta chuva, sol e vento.

A velha Maria Canhanga, que cuida da QB, informou que mandou "fabricar adobes (blocos de terra simples) e transportar pedras para o alicerce da nova construção que substitui a de pau-a-pique".

Quanto aos trabalhadores, "vêm e vão". Mas desta vez arranjou um conhecido que se vai mudar para lá (fica a 2Km da estrada Dondo-Kibala, junto à aldeia de Pedra Escrita) e cuidar daquilo "como se dele se tartasse", rematou.

Espero que assim seja!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

NA "VILA NOVA" TAMBÉM CRESCEM ÁRVORES

Ai como dói a falta de carro!

Por via dessa carênia estou a quase um ano que não vou a QB. Não consigo determinar o andamento ou desandamento das culturas. Mas não estou parado, não!

Crescem as árvores frutíferas plantadas na nova moradia, no bairro Vila Nova- Viana, sobretudo a amoreira e a videira, que me enchem de orgulho.

Quão bonito é ver as árvores cada dia mais altas, a desafiarem os céus e os quiabeiros florir!