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sexta-feira, 3 de junho de 2011

NA "VILA NOVA" TAMBÉM CRESCEM ÁRVORES

Ai como dói a falta de carro!

Por via dessa carênia estou a quase um ano que não vou a QB. Não consigo determinar o andamento ou desandamento das culturas. Mas não estou parado, não!

Crescem as árvores frutíferas plantadas na nova moradia, no bairro Vila Nova- Viana, sobretudo a amoreira e a videira, que me enchem de orgulho.

Quão bonito é ver as árvores cada dia mais altas, a desafiarem os céus e os quiabeiros florir!

domingo, 8 de maio de 2011

A ROSEIRA QUE VIAJOU DO LESTE

Quem nos idos de setenta e oitenta do sec XX visitou fazendas de alemães no Libolo pôde desfrutar-se de ambientes ímpares. Uma coleção de árvores frutíferas que enchiam as crianças de água no boca. Um cheiro aromático e espaços cobertos de flores multi-cores. Autênticos paraísos dos nossos dias de "Undenge".

A degradação, a falta de zelo pelo que nos foi legado e a arrogância do que nada sabem, levou terra abaixo todo aquele património. Duvido que nos meus dias alguém consiga restaurar aquelas belas "vistas" da Fazenda Madame Lina (tb. conhecida por Senhora Kassenda) ou das trepadeiras florescentes do Ngana Mbundu (Walter Kruk) de que só restam saudades daqueles que não poderam desfrutar ao máximo, como foi o meu caso. Era pequeno quando me foi dado a ver o pouco que restava.

Sencibilizado pela beleza das árvores e pelo tranquilizante clima que proporcionam, vou coleccionando árvores frutícolas, plantas ornamentais e outras que julgo me darão, a médio prazo, um clima que leve meus filhos e sobrinhos à inspiração e MEDITAÇÃO

E desta vez levo na bagagem uma roseira que espero venha a sobreviver da altitude e falta de ar (pois viaja de avião da LUNDA SUL ATÉ LUANDA).

sábado, 26 de março de 2011

FAZER DO QUINTAL UM POMAR EM MINIATURA

É possível.
Depois da experiência com  o caxinde; a batata-doce que produz com fartura a rama (folhas bastante apreciadas na culinária angolana) e que pode também dar frutos (tubérculos) que se desenvolvem terra abaixo; do plantio bem conseguido da goiabeira, da jaqueira, dos cedreiros (3), da pinheira, do abacateiro, da mangueira, da laranjeira, do limoeiro, da tanjerineira, da amoreira, das bananeiras (2), da pitangueira, dos eucaliptos e acácia e sei lá mais o quê,  o quintal da minha casa em construção tornou-se uma hora. Até plantas de quiabeiros lá tem. Quem sabe ele venha  a tornar-se, efectivamente, um pomar em miniatura?
É este o objectivo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A PEQUENA HISTÓRIA DA BANANEIRA ROUXA

Transportade de avião da Lunda Sul para Luanda, foi colocada num vaso. E não é que a abnaneira germinou?
Apresenta, feliz, nova folhagem nascida ao lado do caule-mãe.

Quando o houver tempo e transporte terrestre de Luanda ao Libolo levá-la-ei ao poiso definitivo.

E  aproveitando a deixa, vamos tentar agora colocar nos vazos umas batateiras e mandioqueiras "precoces" que segundo especialistas são de boa colheita e riqueza nutricional.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

BANANA ROXA PARA DAQUI A DOIS ANOS

Na minha primeira infância, aí até aos 03 anos, lembro-me que o meu avô paterno tinha na sua fazenda bananeiras cujas folhas e frutas eram roxas.

Faz tempo que não encontrava um exemplar para plantar na minha horta e cumprir um dos meus sonhos que é(ra) o de ter aquela planta entre a minha colecção.

Finalmente, consegui neste mês de Janeiro. Como ela teria de viajar mais de 1100km de avião e outros 270km de carro, com uma estadia num vazo em Luanda de cerca de seis meses, tive de arrancar um exemplar minúsculo.

Acredito que em dois anos tenhamos, caso nada de anormal aconteça com a bananeira, um cacho roxo e outras bananeiras (filhas) para aumentar o nro.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A AVÓ CHEGOU...

A moto de 3 rodas ronca cansada, assolada pelo peso que carrega. Na caixa leva macroeira, mandioca, massarocas de milho, ginguba, cana e banana. A velha tinha levado um pouco de tudo para contentar os netos que deixou a um mês e conhecer o mais recente, filho do seu caçula.

Avó chegou: este é o grito da netada sempre que a vêem chegar, vinda do interior onde faz os seus cultivos.
Avó chegou é também o nome que ganharam todas as motorizadas de carroça e três rodas.

E, desta vez, a avó levará de Luanda ao campo mais pés de laranjeiras, tanjerineiras e limoeiros que o papá faz brotar na estufa caseira. Dentro de cinco anos, pode ser que a avó traga também laranjas, limões e tanjerinas.
A avó chegou e diz que a chuva também chegou ao campo para trazer fartura do campo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NVULA IEZA, KITANGANA KIÁ KUDIMA

Chegou a chuva. É momento de lavrar a terra.

Homens, mulheres e, sobretudo jovens, mãos à obra!

A minha parte, o meu pedaço de pedra, está a ser lançado neste alicerce que é retirar o nosso país da fome e da dependência externa em termos de comida.

É preciso termos um prato completamente Nacional.