Translate

terça-feira, 5 de julho de 2016

DESAFIOS

A bananeira que dá pão, trazida do Bom Jesus, não resistiu em Viana e secou.
Uma outra, pequena, cedida pela vizinha no Benfica, parece acatar o meu desejo. Produz folhas novas e disputa altura com uma outra levada, ainda rebento, do quintal de Viana.
A mangueira diz-lhes que vai ser a "dona do quintal" e as mandioqueiras da vizinha se vão despedindo uma após outra.
Os kangonheiros que se "encorajam" nas traseiras do meu quintal para acções que se desprezam, deixaram a sua marca.
Afinal não são perdas apenas.
Umas secam e outras (re)surgem.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

AZAR E SORTE NO POMAR

Secou a jaqueira grande
Que baixa!
Secou a caja-mangueira pequena
Que pena!
Secou a nespereira que se parecia a Yala kuhu
Que azar!

Folheia-se a bananeira noutro quintal,
Rebentou a mangueira que reclama solo másculo
Trepa o maracujazeiro
Amadurecem as cajás-mangas
Cresce a jaqueira pequena
Que sorte!

terça-feira, 8 de março de 2016

A VEZ DA ROMEIRA

Romeira que dá romã
Espero que uma delas chegue à vida adulta.
 
Há factores condicionantes como o clima, o solo, concentração de água, etc.
 
Apesar do cuidado redobrado, não resistiram a nova cajá-mangueira e a nespereira...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O CICLO VITAL


 Uns morrem e outros nascem.
Tive sete nespereiras pequenas. Viveram bem nos vasos e na sombra até que decidi colocá-las, uma após outra, em terra firme. O resultado foi nefasto. Foram secando uma atrás da outra. Hoje não me resta sequer uma. A que se vê na imagem era a mais crescida e última a ser movida com o vaso inteiro para a terra firme. Não se terão adaptado ao solo luandense.
Comemoro, porém, o surgimento entre a relva da primeira cajá-mangueira que brotou das frutAS DO MEU QUINTAL. Essa é 100% caluanda, pois a semente de que resultou a árvore mãe saiu da Lunda Sul.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

PERSISTINDO EM CUIDAR E EMBELEZAR O MEIO

Com o advento da chuva decidimos implantar dois canteiros junto à rua. Na verdade, já estavam construídos, ou seja, delimitados com construção em alvenaria. Faltavam as plantas (que nos levariam às flores sempre agradáveis de ver em um canteiro de jardim).
Fi-lo. Mas os amigos do alheio dias sim, semanas sempre, vão destruindo as plantas, quando não as conseguem subtrair do subsolo másculo. Mas somos persistentes. Eles roubam ou destroem e eu substituo. Um dia desses ganho a batalha. Quem for surpreendido a vilipendiar os meus canteiros pagará até pelo "peixe comido pelo gato".
E não me limito a substituir o que se vai. repliquei o bambú. Uma estaca foi plantada directamente ao solo e já apresenta rebentos novos. Duas outras estacas foram colocadas em vasos e também apresentam filhotes, sendo que um, o maior, deixou o vaso e foi lançado à terra, na parte traseira do quintal, onde uma vala de drenagem a céu aberto pode perigar (no futuro) a minha moradia se não se impedir possíveis aluimentos de terra e ravinas.
Estamos atentos. Cuidamos e embelezamos o meio.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

YALA KUHU EM LUANDA

Perdeu-se o nome da árvore na nomenclatura bakongo mas o facto de a sua sombra ter acolhido várias reuniões, audiências e julgamentos, antecedidos de "boas vindas" ou apresentações introdutórias também designadas por "yala kuhu", a árvore ganhou esse nome.
Dizem os guias museológicos e outros contadores de estórias, ouvidos em Mbanza Kongo, que embora a árvore dê frutos com sementes que germinam, ela não cresce em outro lugar, inexistindo uma réplica adulta da mesma.
Apenas no quintal da residência real do Ntotila, erguida em 1003, se podem ver alguns espécimes com menos de um metro de altura, mas aparentando estarem ameaçadas de morte por insectos que as atacam pelas folhas mais frescas.
Nessa nossa "teimosia", trouxemos a Luanda algumas sementes secas e outras ainda frescas que vamos, no devido tempo, lançar à terra e buscar que germinem e passem à vida adulta.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A PITANGUEIRA DO MEU QUINTAL

Não se trata de ndungu ya kahombo. São pitangas.
A imagem retrata a primeira colheira da minha pitangueira do quintal.
A semente foi trazida de Catoca, Lunda Sul e já vai dando o ar de sua graça.
No dia 11.11.2015 vi, eu na altitude que permite o autocarro, uma pitangueira grande nas imediações da Praça da República.
Nunca me tinha passado pela cabeça que uma pitangueira podia crescer tanto e ter um caule robusto. O que vi foi um grande arbusto que se confundia com uma árvore.
Oxalá a minha também cresça tanto e dê muitas pitangas.
E constou-me que a pitangueira dá fruta durante todo o ano...