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segunda-feira, 27 de julho de 2015

A VEZ DA JAQUEIRA

Já não há árvore estéril em minha casa.
Colhi uvas, bananas, sape-sape, goiabas, maracujás, pitangas, cajá-manga e amoras.
É chegada a vez da jaqueira, árvore de origem brasileira, trazida em semente por homens que vieram a Angola prestar labor,  mostrar que pode "gerar" jacas.
E, coloca à mostra sete embriões que, aos poucos, vão ganhando forma, depois de terem vencido a etapa de flor.
Se calhar, uma pergunta que pode parecer inusitada:
- Como é feita a polinização inexistindo nas proximidades, em Luanda, outras plantas do género?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

OS PARDAIS DA MINHA CASA

Não sei, na verdade, quem chegou primeiro ou quem chamou a quem. Quando cheguei era apenas um descampado cheio de lixo, relva rasteira, sem árvores, abundando moscas, baratas,  ratos, gatos e cães desgovernados.
Os pombos, cegonhas e passarinhos vinham apenas debicar os vermes e arroz que se achava entre o descartado nauseabundo, com os vizinhos a fazerem do espaço seu cemitério de imundície.
Começou a obra de construção e com ela cresceram as árvores frutícolas e decoradoras trazidas da distante Lunda, algumas de origem americana.
Hoje, casa e árvores atingem dez metros, quase, quase. E nelas, os voadores penudos encontram paz e pousio. Desistiram os meninos andrajosos que com fisgas faziam dos passarinhos uns fugitivos permanentes, muitas vezes encurtando-lhes a vida.
Os pardais, inicialmente um casal que havia construído o seu ninho no eucalipto, cresceram para cerca de uma dezena.
No espinheiro que plantei atrás do quintal mas que estende seus galhos e sombra pelo quintal, notabilizam-se dois ninhos que quase voam ao vento sem se desprenderem e, às manhãs, ao nascer do sol, os dois casais e sua prole inundam o silencio matinal com seu chilrear.
Enquanto os pardais adultos buscam por comida, os pardalitos pulam de galho em galho ou de árvore em árvore do meu quintal (encostadas) para endurecer as asas.
E o ambiente fica poluido, desde o alvorecer, com o txi-txi-txi... txe-txe-txe... em saudaçao ao rei sol.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

VAMOS VER

Em balanço...
O kasimbu começou hoje.
A cajá-mangueira largou as primeiras três frutas. A quarta apodreceu madura ainda no topo da árvore. As duas frutas maduras foram rejeitadas pela criançada que não sabia o que era aquilo. A verde foi levada ao Libolo, onde espero que alguém a coma depois de madura, ou no mínimo, o caroço seja colocado ao sol e enterrado para dar vida a uma nova planta.
Na árvore, várias outras frutas ainda verdinhas, da segunda safra.

domingo, 26 de abril de 2015

A MANGUEIRA QUE SUPERA A SOMBRA

No local em que brotou já haviam sido plantadas várias e enterrados vários caroços de manga, um atras de outro, sempre que houvesse insucesso. "desistir é morrer". A persistência  é a nossa marca. Finalmente, não sei se plantada ou semeada, surgiu uma planta que já caminha para atingir os dois metros e superar a barreira da sombra. Se nós persistimos, ela também.
Só faltam as mangas, daqui a mais um ano.

sexta-feira, 20 de março de 2015

A PEREIRA DA MINHA CASA


Trazida do Yeyele, Kwitu, está a vinte dias no vaso e terra firme (duas estacas em Luanda e uma na Pedra Escrita, Lubolu). Os três "implantes" apresentam novas folhas, sinal de que ganharam raízes e vida.
Já havia tentado ter uma pereira em Luanda, por via da semente. A planta germinou mas cresce muito lenta.
Será desta vez que terei uma pereira em casa?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

NEM A PRAGA DE INSECTOS NOS PÁRA

As árvores (jaqueira, goiabeira e gajajeira) estão a ser agredidas por uma praga de minúsculos insectos de cor branca, impedindo que nasçam folhas novas saudáveis, mas elas, as árvores, resistem e criam anticorpos. Aos poucos saem dessa aflição.
Enquanto isso, uma nova borracheira está a ser preparada para as traseiras da casa. Aquela procedente da Sanga, Waku Kungu, desapareceu. É no que dá o crescimento urbanístico. Estava plantada no centro do quintal e teve de ceder lugar para a nova viatura. A vontade de ter uma borracheira que me levasse aos tempos da minha infância na Fazenda Hoji-ya-Henda (Libolo) faz-me iniciar uma nova caminhada. Teremos borracheira sim. Já está no vaso. Estava colada a uma parede.
Quem não deixa de dar alegria são os maracujazeiros. substitutos da antiga planta trepadeira que já secou, os novos membros da minha flora já dão frutos e enchem de verde o arame farpado que protege o topo do muro do meu quintal.
Caminhamos no meio de muita adversidade. Por isso, nem mesmo o sol excessivo nem as pragas  nos podem parar! 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

TENTATIVA

Agora que a chuva já chegou, vamos tentar levar vida à terra.
Mangas de bom tamanho: comer a polpa e aproveitar a semente.
Roseira de boa flor: a estaca já se enraizou no vaso. Vamos coloca-la em terra firme.
Que mais?
Se calhar replicar, para perpetuar a espécie, a videira lá de casa.