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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O DESAFIO DO BAMBÚ

O que a imagem mostra é o que me proponho ter como resultado do esforço que começou no dia 05.11.2012.
O bambú é uma planta que me cativa desde miúdo, nas caçadas lá pelos lados do Riaha e kazondo (Rimbe, Libolo). Quis sempre ter um perto de casa mas nunca soube como.
 
A minha estada pela Lunda Sul deu-me a oportunidade de aprender como fazer para ter um broto da planta lenhosa.
Não é difícil: Basta cortar um pedaço, de mais ou menos um metro e o enterrar. Se se puder arrancar uma parte com raízes, aumenta ainda mais a possibilidade de sucesso. E foi o que fiz.
 
Havendo uma vala de drenagem de águas pluvias atrás da minha casa, em Luanda, decidi recorrer ao bambú para impedir a progressão da ravina e servir igualmente de cortina contra ventos, poeira e ruídos. O desafio começou agora, com o plantio de um pedaço de 1 metro, que espero germine e se espalhe pelo espaço traçado. E, se der certo, um outro pedaço será levado à quinta, no Libolo, para cumprir o meu sonho de garoto.
O bambú ainda pequeno
 Único problema é a necessidade de muita rega até que atinja a autossuficiência. Estando longe de casa, tenho de ligar todos os dias a perguntar se já regaram o bambú.

Começou o desafio!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CHUVA ANTECIPA-SE NA LUNDA SUL


Oficialmente é a 15 de Agosto que acontece a viragem d´Estação.

Porém, os fenómenos naturais não são lineares. A Lunda Sul já começou a receber chuva. Ontem, 12.08.2012, à noite, a poeira foi abafada por gotas de chuva, a mesma chuva que recomeçou agora, 18h37´de 13.08.2012.

Oxa-lá haja muita produção este ano, não só na Lunda, como em todo o país.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

AI, AS MINHAS BANANEIRAS!

Ai, como me doi saber que minhas bananiras secaram-se todas. Quase todas com excepção de duas que ainda resistem à estiagem.
"Não há água e mesmo que tivesses feito uma barragem, também teri secado", disse-me a anciã Maria Canhanga.
Para me reconfortar disse-me que as mangueiras, os abacateiros, as larangeiras, tangjarineiras e limoeiros resistem à seca e apenas os eucaliptos foram atacados pelo salalé.
"Ficaram também só dois eucaliptos", disse comovida com minha dor.
Embora corajosa, maior terá sido a dor de minha mãe, Maria Canhanga, que vive o secar das árvores dada a falta de água que assola o Libolo.
Mas, confiante como sempre, lá veio o encorajamento.
"Quero dinheiro para mandar fazer a sacha". E, disse mais: "que queres que se faça este ano? Vamos desmatar mais terreno? Por agora os tarefeiros estão difíceis. Receiam que algo de mal aconteça nas eleições e não querem passar o dia de voto fora de casa e da família, mas depois da escolha vão aparecer pessoas vindas do sul (Centro de Angola) para trabalho".
- Respondi que sim. E assim será.
Vamos procurar ampliar o campo em mais um hectar.  

terça-feira, 26 de junho de 2012

É preciso preparar terreno

Dentro de dois meses, o mais tardar, chega a chuva com toda a sua fartura para o campo.

É chegado o tempo de preparar o campo que vai receber novas sementeiras, abrir os açudes, as valas para que a água da chuva não inunde os campos.

É preciso preparar as melhores sementes, os pesticidas, sondar os mercados e os armazéns para os produtos armazenaveis.

Embora deixando conselhos, ainda estou atrasado, por isso, parto já para a empreitada! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É tempo de nakas

O frio aperta
É centro do kixibo (cacimbo)
O cieiro apresenta-se como desenhos dum artista sazonal
Mesmo assim o verdadeiro camponês não desarma
Manhã cedo,
À fogueira um tempinho,
Afugenta a preguiça e aguça a catana
Enxada ao ombro e parte
A naka aguarda por quem a desbrave
As sementes aguardam por quem as deita à terra
E lá vai ele
Friorento e Cambaleante
Também confiante na colecta que há-de-vir
É tempo de nakas
Assim é entre Julho-Agosto
(no meu Libolo)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ALEGRIA CAMPESTRE: SÓ A CHUVA PROPORCIONA

Depois de uma longa estiagem que afectou diversas regiões de Angola, o quarto mês do ano faz cumprir o velho adágio: "em Abril, chuvas mil".

Em Luanda, por exemplo as notícias que recebo apontam que os meus canteiros com relva e as minhas árvores frutícolas e decorativas não páram de exalar o seu verde e o seu perfume. Estão exuberantes!

No campo, na QB, mesmo sem notícias da anciã Maria Canhanga, tudo aponta para a alegria da camponesa que anunciou lá ficar para a aproveitar o perído de regadio natural.
É assim quando chove. Os camponeses e todos os amigos do verde cantam de alegria. Só uns poucos que fingem construir é que se incomodam com a chegada do maior fiscal de obras públicas.

E, este ano, teremos notícias actuais/reais (recolhidas no local) sobre o estado da QB. É que já lá vão quase dois anos que não visitamos a "sombra que me há de acolher na velhice".

sábado, 31 de março de 2012

LET´S GARDENING

GARDENING, ou JARDINAGEM em português, é dos mais praticados hobbies. Consiste em plantar, podar, regar plantas (herbáceas, arbustos), adubar, lavar, etc.
É uma actividade que requer gosto, tempo e paciência. Uma vez reunidos estes requisitos o resultado mínimo só pode ser o que a foto mostra.
Sempre que possível, vou dando vida aos meus três canteiros onde, por falta de água canalizada, a relva se vai espalhando ainda de forma preguiçosa. Felizmente, na última semana chouveu duas vezes em Luanda e lá está o resultado. A relva rastejante vai cobrindo  a extensão dos canteiros, as roseiras e outras plantas vão ganhando forma e altura. Enfim, é a alegria colectiva...