Ainda me vêem à memória a doçura do sumo de caju e o fumo (algo irritante) das fogueira que o Augusto Infeliz André João (meu primo) e eu fazíamos para assar a castanha de caju.
O meu primeiro contacto com a árvore, a fruta e a castanha foi em 1978, na Fazenda Isarel, casa do Avô João dos Santos (Jwá Kitumbulu como era tambémconhecido).
Da tia Mingota André, mãe do Augusto, Santo "João Júnior" e Kituxi, assim como da tia Linda João recebíamos sempre a advertência para que "não deixássemos escorrer o sumo do caju sobre a roupa", pois a nódoa é inamovível, algo que nem sempre era possivel de controlar. Depois de umas sovas "bem lavadas", passámos a trepar aos cujueiros sem as camisas para não as enodoar.
O cajueiro é nativo do nordeste do Brasil e possui umua adaptabilidade que permitiu a sua introdução em diversas regiões tropicais, incluindo Luanda. Prospera em climas quentes e húmidos, sendo resistente a secas moderadas. O clima ideal para o cultivo inclui temperaturas entre 25-30°C e precipitação anual de 800-1.200 mm.
Tanto o caju quanto a sua castanha oferecem benefícios significativos para a saúde humana. A polpa do caju é rica em vitamina C, antioxidantes e minerais. A castanha é fonte de gorduras saudáveis, proteínas e minerais como ferro e zinco. Ambos contribuem para a saúde cardiovascular, fortalecimento do sistema imunológico e outros benefícios nutricionais.
Tenho um cajueiro no Zango IV que me transporta à minha meninice.
Quando morei em Manaus de '91 a '96 na Vila Militar Ajuricaba (sou filho de militar), havia algumas árvores frutíferas no quintal, entre elas um cajueiro. Acredito que seria mais difícil aclimatar um cajueiro à região sul do Brasil, onde moro desde '96 inicialmente em Florianópolis antes de regressar a Porto Alegre em 2008, mas talvez não seja impossível, considerando que o meu pai e o meu avô paterno conseguiram aclimatar uma erva da Amazônia tanto em Florianópolis quanto na região metropolitana de Porto Alegre.
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