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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

CASMIROA

 [vamos tentar]

A casmiroa (Casimiroa edulis), também conhecida como sapote branco, é uma fruta tropical pouco comum em Angola, mas com grande potencial agrícola e nutricional.
- Origem: América Central, especialmente México e Guatemala
- Nome homenageia: Casimiro Gómez, um líder indígena zapoteca
A casmiroa adapta-se bem a climas tropicais e subtropicais, com temperaturas entre 18 °C e 30 °C.
- Pode ser cultivada em solos bem drenados, ricos em matéria orgânica.
- Em Luanda, com irrigação adequada e protecção contra ventos fortes, pode desenvolver-se bem.
- Ainda é pouco explorada comercialmente em Angola, mas tem potencial para cultivo doméstico e agroecológico.
UTILIDADE
Alimentar: A polpa é doce e cremosa, ideal para consumo in natura, sumos, sobremesas e sorvetes.
Medicinal: Folhas e sementes têm propriedades sedativas e foram usadas tradicionalmente para tratar insónia e ansiedade (atenção: sementes podem ser tóxicas em grandes quantidades).
Ornamental: A árvore tem copa larga e folhas bonitas, sendo usada para sombra em jardins.
CARACTERÍSTICAS
Tipo de planta: perene
Altura: 5 a 15 metros
Fruto: redondo, verde-amarelado, polpa branca, sabor doce, suave, lembra banana e baunilha.
Floração: flores pequenas, esverdeadas.
Frutificação: 1 a 2 vezes por ano, dependendo do clima

BENEFÍCIOS PARA O HOMEM
Nutricionais: Rica em vitamina C, fibras, antioxidantes e minerais.
Digestivos: Auxilia na digestão e pode ter efeito laxante suave.
Ambientais: Contribui para a biodiversidade e pode ser integrada em sistemas agroflorestais.
Económicos: Potencial para diversificação agrícola e geração de renda em comunidades rurais.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Do engano à esperança: O safueiro chegou!

Durante anos, uma longaneira cresceu sob o nome errado, confundida com o safueiro — árvore de frutos escuros e polpa doce, nativa das florestas tropicais da África Ocidental. Ofertada por uma amiga militar, a longaneira floresceu e multiplicou-se em quintais de Viana, Zango 5 mil, Munenga e no Polo Industrial, como quem espalha raízes de afeto e persistência.

Mas o verdadeiro safueiro (Dialium guineense), também conhecido como tamarindo-preto ou pau-veludo, parecia esquivo. Até que, num gesto de amizade e cumplicidade, o jornalista Miguel Daniel transformou uma promessa deixada num comentário de Facebook em realidade: três exemplares em vasos, ainda a curar do estresse de um dia trancados na viatura, aguardam o momento de serem lançados à terra firme.

Originário da faixa tropical que vai do Senegal ao Congo, o safueiro é uma árvore de copa densa e madeira dura, usada na construção e na produção de carvão. Seus frutos, pequenos e arredondados, têm casca negra e polpa doce-acidulada, rica em antioxidantes, ferro, vitamina C e fibras. São consumidos ao natural ou em bebidas, e usados na medicina tradicional contra febres, diarreias e inflamações.

O tronco, de madeira pesada, é valorizado na carpintaria e como lenha de longa duração. A árvore também contribui para a fertilidade do solo, graças à sua simbiose com bactérias fixadoras de nitrogénio.

Mais do que uma planta, o safueiro é símbolo de reencontro com a terra, com a memória e com a promessa cumprida. Que floresça, cresça e frutifique — como a amizade que o trouxe.