É um tubérculo cultivável pertencente a várias espécies da família das dioscoreáceas e das aráceas. A palavra "inhame" origina das línguas do oeste da África. A palavra inglesa "yam" vem do uolofe "nyam", que significa "sabor" ou "comer". Dados consultados no ciber-espaço indicam que o inhame é amplamente cultivado em África, América Latina, Ásia, Oceania e nas ilhas da Macaronésia. Os principais produtores incluem Nigéria, Gana, Camarões, Índia e Brasil.
O tubérculo adapta-se bem a climas tropicais e subtropicais, como o de Angola e Luanda em particular, preferindo solos bem drenados e ricos em matéria orgânica e temperaturas entre 20°C e 30°C.
O inhame é um alimento nutritivo, rico em vitaminas (especialmente vitamina C e do complexo B), minerais (potássio, ferro e cálcio) e fibras. Ajuda na digestão, controle dos níveis de colesterol, prevenção de doenças cardiovasculares e fortalecimento do sistema imunológico.
Ao cultivar inhame, é importante garantir que o solo esteja bem drenado e enriquecido com matéria orgânica, evitando plantar em áreas com excesso de água para prevenir a podridão das raízes. A preparar o inhame fresco para o consumo humano, descasque-o debaixo d'água para evitar desconforto causado pela seiva contendo oxalato de cálcio.
A espécie de inhame que mais se adapta ao solo e clima de Luanda é o Inhame Africano (Dioscorea cayenensis). Esta variedade é bem-adaptada a climas tropicais e subtropicais, como o de Luanda, e prefere solos bem drenados e ricos em matéria orgânica e conhecido por sua resistência a pragas e doenças, além de ser uma excelente fonte de carboidratos, fibras e vitaminas essenciais. A produtividade do inhame varia entre 10 a 15 toneladas por hectare, quando observadas as boas práticas agrícolas, podendo constituir-se em uma boa oportunidade de encaixe financeiro.